sexta-feira, julho 18


Hoje, entre umas cervejas e outras, conversava com a Gi sobre tudo. Família, relacionamentos, amizades, arlequim, columbina, drogas, insegurança, medos, conflitos, crises, depressões, vícios, defeitos, qualidades, astrologia entre outras coisas.

O caminho de volta do bar me fez pensar em diversas outras, como a banalização de ideais, o egoísmo coletivo e tudo mais. A conclusão que eu cheguei? bom, acho que eu pertenço ao time dos últimos românticos que sobreviveram.

Na década de sessenta, nos E.U.A, surgiram os hippies. Era muito mais do que maconha, sexo, rock n' roll, flores e etc. Inicialmente, eles tinham uma causa. Eram contra a guerra do vietnã e o governo americano que, desde cedo, manipulava a população para algo falso. E ainda o faz.
Naqueles tempos, os jovens ainda lutavam por um ideal, davam a vida por ele, e o faziam através de drogas que inicialmente, serivam somente para fazer com que fosse mais fácil ver as coisas de outro modo. Ou até mesmo fugir da realidade por alguns instantes, mas sem deixar de lutar por algo.

Romântico? Utópico? Sim. Mas tinha como dar certo. Porém tiveram dois grandes problemas: Primeiro, a manipulação da mídia em torno disso tudo; Segundo, a merda da necessidade do ser humano de querer sempre mais do que o necessário.

Daí por diante, tudo veio a baixo. Tudo se tornou banal e ninguém mais levava a causa a sério. Até porque, o que um bando de pessoas que passam o dia drogadas esperam do futuro? Para elas, chegar até os 30 anos é ter vivido demais.

Acho que houve uma espécia de seleção natural ao contrário. Somente os fracos sobreviveram, aqueles que não conseguem controlar o efeito de algo sobre si mesmo não podem ser considerados fortes. A partir daí, tudo se banalizou... hoje em dia, droga virou sinônimo de "cool", de algo que é necessário somente para diversão. E a partir daí tudo foi banalizado, ninguém liga mais para quem está comandando o seu país, a sua cidade, ninguém se importa com o mau que pode causar a outra pessoa próxima devido a simples atos, o mau que pode causar quando pensa em si mesmo somente.

Cara, isso só me faz odiar mais as pessoas. Não dá mais para pensar no que pode acontecer de melhor. Esse é o grande mau da minha geração.

Talvez nós nem sejamos os culpados nisso tudo, é uma geração perdida carente de idéias. Que não consegue entender a si mesmo, e passa a vida toda tentando fazer isso e sofrendo com a consequência de quem não consegue parar para entender a totalidade do próprio ser e das coisas externas.

Isso significa sofrimento para os mais românticos, que assim como eu, tentam fazer do mundo algo melhor por mais impossível que possa parecer, e acima de tudo, tentam compreender a nós mesmos.






Adoro conversas de bar que me deixam pensativa, mesmo aquelas que me causam alguns distúrbios e me fazem ficar desiludida! hahaha É dificil enxergar a realidadade e muito mais dificil ainda tentar entendê-la.

C-ya, folks!



Por Bruna | |



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Bruna, 19 anos, aspirante à jornalista aspirante à alguma coisa. Charles Bukowski, Baudalaire, Woody Allen.Bob Dylan. Alice Cooper, Backyard Babies, Oasis, Rolling Stones. E muito mais.

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O blog já existe a anos, mudou de nome, lugar e propósito várias vezes. Para que serve? diria que ocupa a função do psicólogo, terapeuta ou qualquer um desses que tenta entender a mente alheia, porém o blog não proporciona nenhum diagnóstico preciso (aliás, algum deles proporcionam?). Aqui você, caro leitor, encontrará desabafos de uma mente sana, causos de uma pessoa azarada e muitas estórias a serem contadas. Com qual propósito? bom... aparentemente nenhum!


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