sexta-feira, outubro 3


Coisas que dizemos quando somos jovens

Há quarenta anos, Roger Daltrey, vocalista do The Who cantava o seguinte verso: "I wanna die before I get old" ou, no bom português, "Eu quero morrer antes de ficar velho". A música ficou eternizada e virou um clássico do rock n' roll, e eventualmente, Daltrey continua repetindo o mesmo verso nos shows. A diferença, é que agora obviamente, ele está quarenta anos mais velho.

Faremos as contas: vamos supor que ele tivesse vinte anos de idade há quarenta anos (pode ser que seja um pouco mais). Juntando tudo, concluímos que ele possa ter por volta de sessenta.

Bom, se ele tinha alguma pretensão de não envelhecer, sinto muito querido Roger, mas você já teria que ter morrido.

Onde quero chegar? É simples, quando se é jovem fica difícil imaginar como seremos com dez anos a mais, quem dirá quarenta. Até mesmo nos dias de hoje, onde a vida se estende mais e a velhice já não é mais o começo do fim. As aspirações, os ideais e tudo aquilo que pensamos em ser na maturidade e na velhice, mudam de acordo com a vivência, com as coisas que aprendemos pelo caminho. Os ideais de quando se é jovem, são nada menos que o retrato da inocência e da inexperiência que os poucos anos de vida nos trazem. Quando chegamos a certa idade, essas idéias se modificam ou vão embora deixando somente a lembrança de uma fase de nossas vidas onde queríamos mudar o mundo, chocar e mostrar que fazemos a diferença.

Não há demérito em envelhecer. Há demérito em viver sem ter absorvido nada do que a vida ensinou, e convenhamos, é difícil não aprender nada ao longo de sessenta anos. Fato é que, a velhice chega de repente, sem pedir permissão. Transformando as pessoas ao longo do tempo, nos faz perder o "paz e amor, bicho" por entre as responsabilidades acumuladas inevitavelmente ao longo de todos esses anos.

Traz diversas marcas. Escarnifica o coração e enruga a pele. Embranquece os cabelos e nos transforma em avô ou avó. Leva alguns de nossos amigos, ou até mesmo nossos pais e entes queridos. Mas também traz alegrias, uma família, estabilidade, maturidade. Nos ensina a dar os conselhos.

Nos ensina também, a fazer crochê, jogar bingo e caminhar no parque de manhã. A cozinhar, lavar a própria roupa e reivindicar os direitos. Pagar contas, fazer depósitos, retirar a aposentadoria.

A velhice arma uma cilada e nós caímos feito uns patinhos!

Mesmo assim, aprendemos a gostar de suas marcas, mesmo quando, faz nossa cabeça e priva certos sentidos apurando aqueles que só conseguimos depois de muita experiência de vida.

E aí, Roger Daltrey? Você ainda prefere morrer a ficar velho?
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e domingo tem eleição!
opa _o/
tô indecisa ainda.



Por Bruna | |



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Bruna, 19 anos, aspirante à jornalista aspirante à alguma coisa. Charles Bukowski, Baudalaire, Woody Allen.Bob Dylan. Alice Cooper, Backyard Babies, Oasis, Rolling Stones. E muito mais.

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O blog já existe a anos, mudou de nome, lugar e propósito várias vezes. Para que serve? diria que ocupa a função do psicólogo, terapeuta ou qualquer um desses que tenta entender a mente alheia, porém o blog não proporciona nenhum diagnóstico preciso (aliás, algum deles proporcionam?). Aqui você, caro leitor, encontrará desabafos de uma mente sana, causos de uma pessoa azarada e muitas estórias a serem contadas. Com qual propósito? bom... aparentemente nenhum!


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